Mário de Abreu

 

Mário de Abreu, nasceu em Johannesburg, África do Sul, no dia 18-04-1962. Em 1965, por motivos de saúde, viajou com a mãe até Portugal, para aí passar um período de tempo que se estendeu por 10 anos. Regressou ao país natal em 1975, tendo antes presenciado os efeitos da revolução de abril em Portugal, nomeadamente em Lisboa, por ter sido necessária uma ida à embaixada sul-africana para adquirir passaporte, assistindo e registando, bem viva na memória, a tensão aí vivida no período pós-revolução.

Em 1975, regressou à Africa do Sul, acabando por não ser definitivamente, visto ter voltado a Portugal com os pais 5 anos depois. Apesar de curto, este período foi o mais profícuo em termos de desenvolvimento pessoal tendo aí descoberto as artes, (pintura, escultura, teatro), graças a um sistema de ensino de incentivo e abertura aos jovens em todas as áreas possíveis na sociedade de então.

No início de 1980, está de volta a Portugal. A dificuldade na nova adaptação a um sistema diferente levou-o a optar por abandonar o ensino secundário e seguir o seu percurso como autodidacta.

De 1980 a 1985, como sócio fundador de Associação Cultural, efetuou trabalhos de restauro de tectos em estuque antigo realizando uma exposição de pintura/escultura na Casa dos Crivos, em Braga. De 1986 até 1995, dedicou-se às artes gráficas, tendo desempenhado a função de desenhador de apoio á estamparia têxtil numa empresa em Barcelos.

Entretanto, em 1991, casou com Beatriz Fátima Cunha Marques. Em 1995, tentou regressar à África do Sul. Uma vez mais, sentiu a tensão de um país em transformação, visto que o regime de apartheid terminara e o país se debatia com problemas graves devido à escalada da violência, ainda que tenha evitado a guerra civil. Por causa das imposições do novo governo (afirmative action), tornou-se impossível encontrar emprego, sendo, por isso, obrigado a regressar a Portugal ao fim de alguns meses.

De 1996 a 1999, decorreu um período dedicado à escultura, se bem que de forma mais comercial, encontrando-se algumas obras de mais relevo na Lourinhã e Braga.

Entre 1999 até 2010, empenhou-se na criação de uma pequena empresa dedicada à cerâmica decorativa. Tendo cegado do olho esquerdo em 2007, ao que se juntou a crise financeira de 2008, a situação tornou-se insustentável, tendo-se imposto medidas drásticas, sendo elas o fecho da cerâmica e a saída de Portugal para um país mais forte e estável economicamente.

O país escolhido foi o Luxemburgo no qual reside desde 2010. No novo país ocupou-se, durante os primeiros 5 anos, como pintor da construção civil e, a partir de janeiro de 2016, até ao presente, tem trabalhado como modelador/fabricante de artigos em porcelana na empresa Villeroy&Boch, do Luxemburgo.

Entretanto, em 2014 e ameaçado por doença grave, começou a escrever uma pequena obra de ficção que lhe serviu de motivação e à qual deu o nome de Lohaume, a qual acabaria por publicar em 2021, através da editora Sitio do Livro.

Mário de Abreu

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Novo Lohaume - uma viagem para além das areias proibidas

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